18/06/2017

Pianistas #51: Peter Donohoe (1953-)

A par com uma distintíssima carreira de pianista, Sequeira Costa (1929-) dedicou-se igualmente ao ensino, além de ter feito parte de inúmeros júris em competições internacionais. Uma das instituições onde leccionou foi no Royal Northern College of Music, em Manchester, Inglaterra, tendo contado entre os seus alunos com Peter Donohoe, nascido precisamente nessa cidade há 64 anos, no dia 18 de Junho de 1953.

Se Sequeira Costa tem sido jurado, já Peter Donohoe participou como concorrente em várias competições, entre 1976 e 1982. A última foi no Concurso Internacional de Piano Tchaikovsky, onde foi um dos dois segundos classificados, não tendo sido atribuído o primeiro prémio. Nesse concurso interpretou o Concerto para Piano Nº3, Op.30, de Sergei Rachmaninov (1873-1943), e é um excerto dessa sua participação que podemos ver num dos vídeos incluídos mais abaixo.


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Peter Donohoe
Peter Donohoe / Hyperion / Ikon Arts Management / Wikipedia

11/06/2017

Lugares #196

Esta manhã decorreu uma prova de atletismo de (quase) 10km em Vila Nova de Gaia, na freguesia de São Pedro da Afurada, a que alguém se lembrou de dar o nome de "Corrida pelo Movimento Portugal Sem Dor", o que, no meu caso particular, não se podia revelar mais desajustado. Se a nível do atletismo, em particular das corridas de estrada, a minha "fase águia" nunca foi de causar grandes espantos, já a "fase condor" (condor aqui, condor ali, condor acolá...) vai-se revelando em todo o seu esplendor!

O nevoeiro que se fazia sentir escondia as magníficas vistas daquela que é uma das mais antigas freguesias de Gaia, pelo que apenas deu para efectuar disparos de pequeno alcance. Quando a prova terminou já o nevoeiro tinha também terminado, mas nessa altura as forças para pegar na máquina já não eram as mesmas...





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Afurada
Junta de Freguesia de Santa Marinha e São Pedro da Afurada / Wikipédia

04/06/2017

Maestros #72: Jirí Belohlávek (1946-2017), Jeffrey Tate (1943-2017)

Uma semana aziaga para os maestros, esta que agora termina, com o falecimento de Jirí Belohlávek na quinta-feira e de Jeffrey Tate na sexta.

O primeiro, nascido em Praga, granjeou um enorme prestígio principalmente na interpretação dos grandes compositores checos, enquanto que o segundo, inglês, foi mais eclético, tendo-nos deixado magníficas gravações que vão do período clássico à música do século XX.


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Jirí Belohlávek


Jeffrey Tate




29/05/2017

Maestros #71: Helmuth Rilling (1933-)

Há precisamente um ano trouxe aqui o maestro Karl Münchinger (1915-1990) e, na altura, referi o facto de se ter destacado particularmente na interpretação das obras de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Por capricho do destino há um outro maestro, também alemão, nascido igualmente a um dia 29 de Maio e que tem dedicado uma boa parte da sua vida a interpretar obras do período barroco em geral e de Bach em particular.

Helmuth Rilling, que hoje celebra o seu 84º aniversário, não se limitou às obras, principalmente vocais, de Bach, criou grupos e festivais à volta do grande compositor alemão como, por exemplo, o Bach-Collegium Stuttgart e o Oregon Bach Festival. E é ainda à volta de Bach que continuamos nos discos e vídeos abaixo incluídos.


CDs



Johann Sebastian Bach
Chorale Settings and Preludes for Easter, Ascension, Pentecost and Trinity.
Sibylla Rubens (soprano), Ingerborg Danz (alto), James Taylor (tenor),
Andreas Schmidt (barítono), Gerhard Gnann (órgão)
Gachinger Kantorei Stuttgart
Bach-Collegium Stuttgart
Helmuth Rilling
Hänssler CD92.080

Johann Sebastian Bach
Chorale settings, sacred songs and chorale preludes.
Sibylla Rubens (soprano), Ingerborg Danz (alto), James Taylor (tenor),
Andreas Schmidt (barítono), Gerhard Gnann (órgão)
Gachinger Kantorei Stuttgart
Bach-Collegium Stuttgart
Helmuth Rilling
Hänssler CD92.079

Johann Sebastian Bach
Sacred Cantatas - BWV126-129.
N. Amini, A. Auger, J. Beckmann (sopranos), R. Bollen, I. Danz, H. Gardow (meios-sopranos),
T. Altmeyer, A. Baldin (tenores), N. Anderson, M. Goerne (barítonos)
Stuttgart Bach Collegium
Helmuth Rilling
Hänssler CD92.040


Internet



Helmuth Rilling
Helmuth Rilling / Bach Cantatas Website / Wikipedia

21/05/2017

Compositores #124: Franz von Suppé (1819-1895)

Devemos estar eternamente agradecidos por um tipo que nasceu com um nome como Francesco Ezechiele Ermenegildo Cavalieri Suppé Demelli tenha adoptado o "nome artístico" de Franz von Suppé ou, sempre que quiséssemos falar deste compositor, iríamos seguramente passar um mau bocado. Como o bom senso prevaleceu, cá estamos sem quaisquer problemas para falar sobre um dos poucos, senão mesmo o único, que conseguiu rivalizar em popularidade com Jacques Offenbach (1819-1880). O género a que mais se dedicaram foi a opereta, obviamente, sendo que cada um deles escreveu perto de uma centena de obras destinadas aos palcos.

Suppé compôs também sinfonias, missas, música coral e vocal, além de um Requiem, estreado a 22 de Novembro de 1855, mas actualmente poucas vezes interpretado.

Suppé faleceu há 132 anos, no dia 21 de Maio de 1895.


CD



Franz von Suppé
Fatinitza
Stephanie Houtzeel (meio-soprano), Steven Scheschareg (barítono),
Bernhard Adler (baixo-barítono), Zora Antonic (soprano), Christian Bauer (tenor)
Chorus of the Lehár Festival, Bad Ischl
Franz Lehár Orchestra
Vinzenz Praxmarer
CPO CPO777 202-2


SACD



Franz von Suppé
Overtures and Marches
Royal Scottish National Orchestra
Neeme Järvi
Chandos CHSA5110
(2012)


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Franz von Suppé
allmusic / Austria.info / Wikipedia

14/05/2017

Obras para Bailado #9: Josephs Legende, de Richard Strauss

Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), dramaturgo, ensaísta, poeta e romancista, foi o autor da maior parte dos libretos das óperas do compositor alemão Richard Strauss (1864-1949). Do primeiro encontro entre ambos, em 1900, resultou uma colaboração de que resultaram óperas como Elektra, Der Rosenkavalier, Ariadne auf Naxos, Die Frau ohne Schatten, Die ägyptische Helena e Arabella, a primeira escrita em 1909 e esta última em 1933.

A agitação à volta da estreia d'A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky (1882-1971), em Maio de 1913, não abrandou o ritmo de encomendas do empresário Sergei Diaghilev (1872-1929), e a música de bailado Josephs Legende resultou precisamente de uma encomenda de Diaghilev a Richard Strauss.

A estreia, a 14 de Maio de 1914, não foi tão animada como a da referida obra de Stravinsky, longe disso, mas também não foi propriamente o sucesso por que ansiavam, muito por via da substituição à ultima da hora do bailarino Vaslav Nijinski (1890-1950) pelo bem menos experiente Léonide Massine (1896-1979).


CD



Richard Strauss
Josephs Legende.
Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli
Deutsche Grammophon 463 493-2


SACD



Richard Strauss
Josephs Legende.
Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer
Channel Classics CCSSA24507


Internet



Richard Strauss
Richard Strauss / allmusic / Wikipedia

07/05/2017

Sopranos #24: Elisabeth Söderström (1927-2009)

Adelaide von Skilondz (1882-1969) foi uma soprano russa que, com o eclodir da 1ª Grande Guerra, trocou São Petersburgo por Estocolmo, Suécia, onde prosseguiu a carreira de cantora. Mais tarde dedicar-se-ia também ao ensino, havendo um nome que se destaca claramente na lista das suas alunas: o da soprano sueca Elisabeth Söderström, de quem hoje se assinala o 90º aniversário do seu nascimento.

Söderström foi uma grande intérprete dos compositores de língua alemã e não se deu nada mal com os ingleses, mas foi com um compositor de origem checa que brilhou mais intensamente: Leoš Janáček (1854-1928). São interpretações que ainda hoje, várias décadas decorridas, são consideradas de referência, nomeadamente as gravações que nos deixou das óperas Jenufa, Věc Makropulos e Káťa Kabanová.


CD



Leoš Janáček
Jenufa.
Elisabeth Söderström, Lucia Popp (sopranos), Wieslaw Ochman, Petr Dvorsky (tenores),
Eva Randová (meio-soprano), Marie Mrazová (contraltp), Václav Zitek (barítono),
Dalibor Jedlicka (baixo)
Vienna State Opera Chorus
Vienna Philharmonic Orchestra
Charles Mackerras
Decca
414 483-2


Internet




Elisabeth Söderström
Gramophone / Independent / allmusic / Wikipedia

30/04/2017

Poetas #13: Jens Peter Jacobsen (1847-1885)

O poeta (e romancista e cientista) dinamarquês Jens Peter Jacobsen teve uma vida muito curta (faleceu pouco depois de ter completado 38 anos) e uma obra não muito vasta, mas suficientemente relevante para ter marcado e influenciado muito boa gente, contando-se entre ela nomes como Henrik Ibsen (1828-1906), D. H. Lawrence (1885-1930), Thomas Mann (1875-1955) e Rainer Maria Rilke (1875-1926), para mencionar apenas alguns.

Na Primavera do primeiro ano do século XX o compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951) iniciou a escrita do oratório Gurrelieder, com base em poemas de Jens Peter Jacobsen. A composição propriamente dita ficou terminada no ano seguinte, mas a orquestração apenas ficaria finalizada em 1911. É que aquilo que o compositor começou por pensar que seria um trabalho ligeiro acabou por se revelar bem mais complexo, pois não tardou a aperceber-se de que os textos de Jacobsen pediam e mereciam algo de bastante mais profundo.

Jens Peter Jacobsen faleceu há 132 anos, no dia 30 de Abril de 1885.


CD



Arnold Schoenberg
Gurrelieder.
Karita Mattila (soprano), Anne Sophie von Otter (mio-soprano), Thomas Moser,
Philips Langridge (tenores), Thomas Quasthoff (baixo-barítono)
Berlin Radio Chorus
Berlin Philharmonic Orchestra
Simon Rattle
EMI 5 57303-2
(2001)


Internet



Jens Peter Jacobsen
Goodreads / Denmark.dk / Wikipedia

23/04/2017

Pianistas #50: Colin Horsley (1920-2012)

Lennox Berkeley (1903-1989) foi mais um dos ilustres alunos da extraordinária professora Nadia Boulanger (1887-1979), que começou pela composição mas que cedo se virou para o ensino, após a morte em 1918 da sua irmã Lili Boulanger (1893-1918). E que sucesso ela teve no ensino, a lista dos alunos que passaram pelas suas aulas é algo de único no mundo da música.


Pois do inglês Lennox Berkeley diz-se habitualmente que deixou uma marca indelével na música britânica, apesar de não ter atingido a notoriedade de Benjamin Britten, Michael Tippett ou William Walton, o que é, simultaneamente, uma coisa simpática e assim não tão simpática para se dizer sobre alguém, mas que, neste caso, não andará longe da realidade.

O pianista Colin Horsley não era inglês, longe disso (se atendermos ao facto da Nova Zelândia ficar do outro lado do globo...), mas foi estudar para Londres em 1936 e acabaria por desenvolver toda a sua carreira em Inglaterra. Além de ter encomendado algumas obras a Lennox Berkeley, teve a oportunidade de estrear um apreciável número de outras deste compositor, entre as quais, em 1948, o Concerto para Piano, uma obra que tinha sido finalizada nesse mesmo ano.

Colin Horsley nasceu no dia 23 de Abril de 1920, passam hoje 97 anos.


CDs



'Colin Horsley - Rachmaninoff Preludes & Transcriptions'
Colin Horsley (piano)
Atoll Music ACD442
(1954-59)

Frederick Delius
Violin Sonata No.2.
Edward Elgar
Violin Sonata in E minor, Op.82.
William Walton
Violin Sonata.
Max Rostal (violino), Colin Horsley (piano)
Testament SBT1319

Lennox Berkeley
Piano Sonata in A major, Op.20. Six Preludes, Op.23. Scherzo in D major, Op.32 No.2.
Impromptu in G minor, Op.7 No.1.
Arthur Benjamin
Pastorale, Arioso and Finale. Scherzino. Études Improvisées. Siciliana.
Colin Horsley, Lamar Crowson (pianos)
Lyrita REAM2109


Internet



Colin Horsley
The Telegraph / the guardian / Independent / Wikipedia

16/04/2017

Obras Orquestras #33: Lichens, de Iannis Xenakis

Iannis Xenakis (1922-2001) cedo começou a utilizar nas suas composições os vastos conhecimentos matemáticos que possuía, baseando muitas das suas obras em programas informáticos e equações matemáticas por ele desenvolvidos. Não será, portanto, de admirar, que vários distintos nomes da música o tenham rejeitado como aluno, numa altura em que ele já vivia em Paris: Nadia Boulanger (1887-1979), primeiro, Arthur Honegger (1892-1955) e Olivier Messiaen (1908-1992), depois. Este último, sabedor do curriculum do candidato a aluno, depois de salientar a idade de Xenakis (na altura com quase 30 anos) e a sorte que este tinha em ser grego, arquitecto e ter estudado matemática, aconselhou-o a tirar o melhor partido de tudo isso nas suas obras musicais e... despachou-o...

Xenakis deixou-nos um significativo conjunto de obras instrumentais, de música de câmara, orquestrais e "avant-garde". Lichens, de 1983, é uma obra orquestral para 96 músicos, com uma duração aproximada de 16 minutos, e que foi estreada pela Orquestra Filarmónica de Liège, dirigida por Pierre Bartholomée (1937-), no dia 16 de Abril de 1984, passam hoje 33 anos.


CD



Iannis Xenakis
Jonchaies. Shaar. Lichens. Antikhthon.
Luxembourg Philharmonic Orchestra
Arturo Tamayo
Timpani 1C1062


Internet



Iannis Xenakis
Iannis Xenakis / the guardian / Wikipedia

08/04/2017

Obras Orquestrais #32: Arcana, de Edgard Varèse

Paracelso (1493-1541) foi daquele tempo em que muito boa gente sabia muito de muita coisa, em evidente contraste com os tempos actuais, em que, neste país, a maior parte das pessoas abandona a meio o percurso escolar, saindo lá sem saber quase nada de coisa alguma. Assim, o nosso Paracelso, nascido em Einsiedel, Suíça, foi médico, filósofo, físico, botânico, astrólogo e ocultista, pelo que, além se ter especializado em ciências, possuía também um especial conhecimento do oculto/paranormal.


O compositor de origem francesa, mais tarde naturalizado americano, Edgard Varèse (1883-1965), tinha uma particular admiração por Paracelso, tendo mesmo chegado a afirmar que "podem considerar Paracelso como um dos meus amigos". Varèse compôs entre 1925 e 1927 a obra orquestral Arcana, por ele apresentada como um poema sinfónico, e cujo título, "Arcano" em português, significa misterioso, enigmático, remete precisamente para escritos de Paracelso. Esta obra de Varèse, contudo, não se inspira em Paracelso, tendo, isso sim, sido composta em sua homenagem.

A estreia de Arcana teve lugar em Filadélfia, Estados Unidos, no dia 8 de Abril de 1927, passam hoje 90 anos. À frente da Orquestra de Filadélfia esteve o já nosso bem conhecido Leopold Stokowski (1882-1977), de que foi maestro principal entre 1912 e 1940.


CDs



Edgard Varèse
The Complete Works.
Sarah Leonard, Mireille Delunsch (sopranos), Kevin Deas (baixo), Jacques Zoon (flauta),
François Kerdoncuff (piano), Edgard Varèse (electrónica)
ASKO Ensemble
Prague Philharmonic Chorus
Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 460 208-2

Edgard Varèse
Amériques. Arcana. Déserts. Ionisation.
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez
Deutsche Grammophon 471 137-2
(1995, 1996)


Internet



Edgard Varèse
the guardian / allmusic / Wikipedia

02/04/2017

Sinfonias #56: Sinfonia Nº4, de Hartmann

Karl Amadeus Hartmann (1905-1964) foi um compositor alemão que ganhou especial proeminência após o final da Segunda Grande Guerra, ao organizar uma série de concertos na sua terra natal, Munique, designada por Musica Viva, com o objectivo de divulgar os compositores do século XX. Autor de óperas, música vocal, de câmara e instrumental e de concertos, foi na vertente sinfónica que mais se salientou. A primeira incursão no género foi Miserae, um poema sinfónico estreado em Praga em 1935, e que mereceu a reprovação do regime nazi, o que acabou por impedir a sua interpretação por longo tempo em solo germânico.

Hartmann compôs um total de 8 sinfonias, escritas entre 1936 (Sinfonia Nº1, revista em 1950) e 1962, o ano anterior ao da sua morte. A Sinfonia Nº4, composta entre 1947 e 1948, aproveitou parte de um anterior Concerto para Cordas e Soprano, de 1938, e iria ser estreada pela Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera no dia 2 de Abril de 1948, passam hoje 69 anos.


CDs



Karl Amadeus Hartmann
Symphonies 1-8.
Cornelia Kallisch (alto), Arno Bornkamp (saxofone barítono)
Bamberg Symphony Orchestra
Ingo Metzmacher
EMI Classics 5 56911-2
(1993-6)

Karl Amadeus Hartmann
Concerto funebre. Symphony No.4. Chamber Concerto.
Isabelle Faust (violino), Paul Meyer (clarinete)
Petersen Quartet
Munich Chamber Orchestra
Christoph Poppen
ECM New Series 465 779-2


Internet



Karl Amadeus Hartmann
The OREL Foundation / Schott Music / Wikipedia

25/03/2017

Violoncelistas #15: Natalie Clein (1977-)

"A Room for London" é uma instalação em forma de barco plantada no Queen Elizabeth Hall, em Londres, com uma vista privilegiada sobre a cidade e o rio Tamisa, e que oferece aos convidados uma experiência que pretende ser única:

"There can be few places to stay a night in London quite as unusual, poetic and life-enhancing as A Room for London Living Architecture's 'boat' perched, as if by retreating floodwaters, on the very edge of the Queen Elizabeth hall at the Southbank Centre. The one-bedroom installation is intended to offer guests a place of refuge and reflection amidst the flow of traffic at this iconic location in the capital. "


Em troca, espera-se que os convidados deixem registos e pensamentos da experiência vivida durante a estadia. O barco, que de momento se encontra encerrado devido a obras que estão a decorrer no Queen Elizabeth Hall, poderá futuramente conhecer outros poisos na cidade, pelo menos é essa a intenção anunciada pelos responsáveis.

A violoncelista inglesa Natalie Clein, que hoje celebra o seu 40º aniversário, já por lá passou, em Agosto de 2012, e deixou-nos um testemunho sob a forma daquilo que melhor sabe fazer: a tocar violoncelo..., num programa que não é para puristas, onde Johann Sebastian Bach (1685-1750) aparece rodeado de György Ligeti (1923-2006), Witold Lutoslawski (1913-1994), Benjamin Britten (1913-1976) e György Kurtág (1926-).


Internet

A Room for London
https://youtu.be/yyNpR3-p5qg

Natalie Clein
Natalie Clein / Hyperion Records / Wikipedia

19/03/2017

Quartetos de Cordas #14: Quarteto de Cordas Nº1, de Béla Bartók

O primeiro concerto para violino do compositor húngaro Béla Bartók (1881-1945) foi escrito entre 1907 e 1908, numa altura em que andava perdido de amores pela violinista Stefi Geyer (1888-1956). Como seria de esperar, Bartók dedicou-lhe esse concerto, mas o coração de Geyer apontava para outras latitudes, pelo que ela acabou por rejeitar a obra, que apenas seria estreada em 1958, já nenhum dos dois se encontrava vivo.

Ainda em 1908 compôs o seu primeiro quarteto de cordas, desta vez não dedicado a Geyer mas seguramente inspirado na violinista: as primeiras notas são idênticas às que abrem o segundo movimento do concerto para violino, e que eram nem mais nem menos do que a forma que Bartók encontrou para retratar Geyer musicalmente. Fosse hoje em dia (pelo menos em Portugal) e, em face de tal rejeição amorosa, ela acabaria provavelmente na morgue e ele na prisão, mas naquela altura eram bem mais civilizados...

A estreia do quarteto de cordas nº1 de Bartók aconteceu no dia 19 de Março de 1910, passam hoje 107 anos.


CDs




Béla Bartók
String Quartets - No.1, Sz40; No.2, Sz67; No.3, Sz85; No.4, Sz91; No.5, Sz102; No.6, Sz114.
Takács Quartet
Decca 445 297-2

Béla Bartók
String Quartets - No.1, Sz40; No.2, Sz67; No.3, Sz85; No.4, Sz91; No.5, Sz102; No.6, Sz114.
Juilliard Quartet
Pearl GEMS0147
(1950)

Béla Bartók
String Quartets - No.1, Sz40; No.2, Sz67; No.3, Sz85; No.4, Sz91; No.5, Sz102; No.6, Sz114.
The Fine Arts Quartet
Music and Arts CD1176

Béla Bartók
String Quartets - No.1, Sz40; No.2, Sz67; No.3, Sz85; No.4, Sz91; No.5, Sz102; No.6, Sz114.
Belcea Quartet
EMI 3 94400-2
(2007)

Béla Bartók
String Quartets - No.1, Sz40; No.2, Sz67; No.3, Sz85; No.4, Sz91; No.5, Sz102; No.6, Sz114.
Alban Berg Quartett
EMI 7 47720-8


Internet



Béla Bartók
Boosey and Hawkes / allmusic / The Famous People / Wikipedia

12/03/2017

Obras Orquestrais #31: Cello Symphony, de Benjamin Britten

Quando falamos do compositor inglês Benjamin Britten (1913-1976) e do violoncelo é quase inevitável que falemos também de Mstislav Rostropovich (1927-2007), visto que lhe foi dedicada a maioria das obras que Britten compôs para esse instrumento. A primeira obra que Britten escreveu para Rostropovich foi uma Sonata para Violoncelo, corria o ano de 1961; a obra seria estreada em Julho desse mesmo ano pelo dedicatário, no decorrer do Festival de Aldeburgh.


Em 1963 chegou a vez de escrever uma Sinfonia para Violoncelo e Orquestra, de novo com Rostropovich como destinatário. Curioso o nome que deu à obra, chamar Sinfonia a algo que normalmente se designaria por Concerto para Violoncelo e Orquestra, mas lá terá tido as suas razões (pensa-se que tal estará relacionado com o facto de o violoncelo aparecer frequentemente misturado com os restantes instrumentos da orquestras, aparecendo menos vezes a brilhar a solo do que aquilo que seria expectável num concerto para violoncelo).

A estreia da Cello Symphony teve lugar no dia 12 de Março de 1964, passam hoje 53 anos.


CD



Benjamin Britten
Symphony for Cello and Orchestra, Op.68.
William Walton
Concerto for Cello and Orchestra.
Julian Lloyd Webber (violoncelo)
Academy of St Martin in the Fields
Neville Marriner
Philips 454 442-2


Internet



Benjamin Britten
Britten-Pears Foundation / Boosey & Hawkes / Wikipedia